quarta-feira, 3 de junho de 2009

Aniversário de 4 anos

É pessoal, hoje está fazendo 4 anos que eu conheci o Fernando. No dia 03 de junho de 2005, uma sexta-feira. Eu fui à uma apresentação do coral do qual eu fazia parte e ele estava lá. Interessante como eu comecei a olhar para ele desde o momento que eu entrei pelos fundos do teatro. Ele também olhava fixamente para mim. Não demorou muito para ele vir falar comigo. Foi uma conversa rápida, pois ele era responsável pelo evento. Só deu tempo de saber o nome dele, o que ele fazia, de saber que tinha uma filha e que era solteiro. No momento foi o que bastou para eu me interessar por ele, e, creio que, ele por mim. Depois da minha apresentação sai e ele pareceu não estar muito sintonizado comigo, aí eu fiquei na dúvida se eu ficava mais um pouco ou ia embora, pois eu também tinha outro compromisso, uma balada dos anos 70. Fui embora, mas o pensamento nele. Foi no domingo que eu procurei a matéria no jornal falando sobre o evento que ele realizou e vi também que tinha um endereço de e-mail. Trocamos alguns e-mails falando mais um pouco sobre nós. Ele deu o telefone dele para eu ligar e eu dei o meu e desliguei a internet (internet via telefone). Em poucos minutos ele ligou e ficamos um tempão nos falando. Dai até os dias de hoje muita água rolou por debaixo da ponte, fez cascata, caiu em forma de cachoeira, seguiu seu curso como a um rio. Hoje, 4 anos depois, o que eu posso dizer é que não me arrependo de ter dado meu número de telefone, nem de ter dado o primeiro beijo, de termos ficado noivos, de estarmos nos preparativos para o casamento, de arrumar nosso lar-doce-lar. Porém uma coisa falta para completar com chave de ouro o aniversário dessa união, a confirmação de uma tão sonhada gravidez. Esta falta tem nos tirado o sono, a alegria, a esperança de uma família numerosa. Se tivermos que partir para adoção tudo bem, mas tenho aquele sonho de me realizar como mulher gerando um filho em meu ventre!
Desejamos enormemente curtir a gravidez. Ele é daquele tipo de homem que fica grávido junto com a mulher. O que eu mais suspiro nessa gravidez é senti-lo acariciando a minha barriga, conversando com o bebê, ansiando comigo a hora do nascimento, o desenvolvimento, a primeira palavra, os primeiros passos.
Fico na angústia de esperar por isso e ainda não poder viver essa dádiva.
Quanto tempo ainda vou ter que esperar? Até hoje estava na expectativa de ter conseguido alcançar meu sonho, mas parece que mais uma vez foi em vão. A regra já está querendo dar as caras e não vejo porque ficar na paranóia de estar passando pela nidação. Quais as chances disso acontecer, sem que essa borra não seja menstruação? Além do mais já fiz beta e um teste de farmácia e os dois deram negativos. Fazer o que? As coisas não acontecem na hora que nós esperamos. Contudo, mesmo que nós não temos a gravidez para comemorar neste dia, nós temos a nossa cumplicidade, o nosso comprometimento em ajudar um ao outro, o nosso diálogo diário, a nossa literatura que ajuda-nos a transmitir às pessoas cultura, conhecimento, lição de vida, humanidade, fraternidade.
Tudo isso tem sido nosso frutos e é através deles que continuaremos alimentando nosso amor, nossa união. Beijos a todos que acreditam no amor!

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