Sinto que não encontrei ainda a receita do crescimento.
Penso que ainda me falta passar muito nessa vida para alcançar
meus objetivos, mas que objetivos são esses?
Sinceramente me sinto fraca diante de situações aos quais
não sei como agir. Sinto medo do desconhecido, das ações
que as pessoas tem e eu não sei explicar para mim mesma
porque agem assim!
Por quê somos tão imaturos em entender nós mesmos, a ponto de
não sabermos resolver nossos próprios problemas?
Por quê precisamos da ajuda do outro para enxergarmos a nós mesmos?
E por quê tanta gente paga para conhecerem-se a si mesmas?
Estas pessoas não são capazes ou isto acontece porque precisamos do outro
pelo simples fato de sermos todos "incompletos"?
Quero crescer, mas há algo dentro de mim que me impede. Seria por causa
de meu orgulho, de minha incapacidade de reconhecer minha
dependência pelos outros?
Vejo-me muitas vezes presa às convicções inconscientes, modos de
pensar que me impedem de abrir-me para o novo.
Mas há também minha necessidade de ser adornada por alguém forte,
mas nem sempre isso é possível, pois esta pessoa às vezes se mostra
tão ou mais frágil do que eu, e aí eu perco meu apoio, minha sustentação,
para ser sustentáculo desse ser, e nem sempre eu sou forte o suficiente
para ser base para outro. É nesss horas que sinto-me uma pessoa incapaz!
Quem sou eu para ser arrimo de alguém? Sou fraca no aspecto de não saber
como agir, não saber o que falar. Por isso meu medo, minha insegurança,
minha raiva, minha irritação para com você!
Eu também preciso de ajuda, quando você precisa
de ajuda. Eu também preciso de uma palavra amiga, quando você
precisa de uma palavra amiga. Quando eu tenho que mostrar-me forte,
eu estou muito fraca, e às vezes você não percebe isso,
e como não sou de manifestar abertamente minha fraqueza
eu fico batendo boca com você!
Sinceramente, eu não sei pedir socorro diretamente. Não sinto-me
à vontade de pedir ajuda para problemas existenciais.
Em meu íntimo vai a convicção de querer mostar-me forte de que
não preciso de você, de que sou autosuficiente, mas não sou.
Te peço, dê-me a tua mão, dê-me o teu ouvido, dê-me
o teu abraço para quando num simples gesto você perceber
que eu não estou bem. Pois não sei pedir, só sei chorar quando
as minhas forças estão fracas!
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